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  • Anna Rita S.

Os 10 melhores filmes de negrão de todos os tempos até 2018.

Link dos Trailers no nome de cada filme! Lista dos 10 melhores filmes de negrão de todos os tempos até o ano passado, segundo eu mesma.


Grana


10- Dope (2015)


Obra de Rick Famuyiwa que coloca muito bem pautas importantes a serem debatidas pra comunidade de forma leve e arrisco dizer cômica. Gira em torno de Malcolm Adecombi (Shameik Moore) que é um nerd fascinado pelo hip-hop da década de 90 e toca em uma banda punk. A trama acontece quando depois de uma festa ele volta com uma mochila cheia de drogas, e tem que a parti disso enfrentar problemas com seus objetivos. Isso tudo enquanto tenta ser admitido em Harvard, se aproximar da sua paixão, e transformar seu dinheiro em bitcoin. O filme mais “adolescente” da lista, e conta com participações de atuação do rapper Asap Rocky, Tyga e atores revelações como Lakeith Stanfield.







9- Poetic Justice (1993)


Do mesmo diretor de “Boyz N The Hood”, John Singleton procura explorar outros ambientes do Centro-Sul ao criar um romance que ainda rodeado de questões raciais, não deixa de ser mais tranquilo e otimista. A história gira em torno da vida de Justice (Janet Jackson), uma mulher preta, cabelereira, que tem que passar por cima de traumas como o assassinato do namorado, e o suicídio da mãe dependente química. Os desdobramentos faz com que ela cruze o caminho de um carteiro Lucky (Tupac Shakur) os que o leva para uma viagem aonde acontecem várias experiências que os aproximam através da poesia. A narrativa conta com poemas da lendária Maya Angelou, e a obra definitivamente está na lista para tocar no coração amolecido de um negrão que eu sei que está lendo isso agora, tá?


8- Straight Outta Comptom (2015)


Eu tomei cuidado pra não colocar produções biográficas como critério, mas Straight Outta Comptom é lindo em todos os sentidos e merecia estar na lista, que também conversa com o telespectador a respeito da sujeira que existe dentro da cena artística periférica e é muito bem dirigido por F. Gary Gray, que soube contar com riqueza em detalhes e fidelidade ao movimento, o nascimento, a ascensão e queda de um dos maiores, se não o maior grupo musical de Hip-Hop que já existiu. A N.W.A (Niggaz Wit Attitudes) formado por Eazy-E (Jason Mitchell), Dr.Dre (Corey Hawkins), Ice Cube (O´Shea Jackson Jr.), Mc Ren (Aldis Hodge), Dj Yella (Neil Brown Jr.). Na tentativa de viver de música numa era brutal para a comunidade negra, que passa por violência policial, o descaso da indústria que só pensa em sugar do movimento, o filme retrata por meio biográfico, a realidade das ruas, e também denuncia o racismo estrutural que desmembra homens negros talentosos que são engolidos por dinheiro e a masculinidade jamais discutida. Ótima pedida para um bom consumidor de rap.


7- School Daze (1989)


School Daze é o primeiro projeto de sucesso de Spike Lee onde ele é o roteirista, diretor, produtor e também faz parte do elenco. Ele não é genial atoa, claro. Indicado a Palma de Ouro do Festival de Cannes, o filme conta a realidade de uma Universidade exclusiva para pessoas negras onde o protagonista Vaughn Dunlap (Laurence Fishburne) se vê empenhando dentro da militância e entra em confronto com a coordenação da instituição, enquanto o seu primo sonha em fazer parte da fraternidade mais popular do campus. Como todo bom filme do Spike, ele não se contenta em trazer a tona pautas e discussão apenas nas ruas, mas também arrastam elas para dentro da intimidade de cada personagem. School Daze é fundamental para em que numa época onde existiam figuras negras retratadas apenas como bandidos, mas que pudesse existir também uma obra que abordasse a juventude negra em sua melhor configuração, na descoberta do seu pertencimento. Considerada a obra mais bizarra do diretor, mas a responsável por fazê-lo ser visto em Hollywood.


6- A Rage in Harlem (1991)


A Rage in Harlem, marcou a estreia de Bill Duke no meio, conhecido no Brasil como Perigosamente Harlem (o que tem a ver né), é uma homenagem ao movimento blaxpoitation e esse é especificamente importante por se tratar de Imabelle (Robin Gives), a verdadeira negrona que engana homens bobos em troca de conforto. Toda a história gira em torno dos desafios que ela enfrenta, ao ter que se virar, depois de ter saído do Mississipi ao Harlem com uma mala cheia de ouro atrás de um mafioso chamado Easy Money (Danny Glover) em busca da negociação da riqueza, mas quando vê que ele está privado, começa a se relacionar com um ingênuo contador de uma funerária, Jackson vivido pelo brilhante Forest Whitaker pra ter onde ficar até que tudo se resolva. Apenas para negronas com unha de acrílico e lace cara na cabeça ok?




5- Belly (1998)


Pelo olhar da direção monstruosa de Hype Williams (o verdadeiro hype, o resto é fofoca), Belly é uma produção que junta potes de ouro como Nas e DMX, e trabalha dentro do gênero do drama criminal. Se o Instagram existisse em 1998, essa obra com certeza asseguraria Nas como um ícone da moda. Esse filme representa não só o retrato do lifestyle da cena até o momento, mas a relação intrínseca entre a cultura e a moda que dominava Nova York do final dos anos 90. A produção abre o olhar a dois personagens que viviam do crime, Tommy “Buns” (DMX), e Sincere (Nas) que decidem entrar em contato com sua ancestralidade depois que percebem o fim que os esperavam dentro da profissão. Belly acima de tudo é uma aula de direção fotográfica e stylist e perfeito para gente sem swag que precisa de ajuda.


4- Moonlight (2016)


Com uma direção fotográfica extraordinária, a obra Moonlight, ganhadora do Oscar de Melhor Filme, foi muito bem dirigida por Barry Jenkins que usou um recorte definido em três partes que conta a trajetória de vida do protagonista Chiron interpretado por Alex R. Hibbert (infância), Ashton Sanders (adolescência) e Trevante Rhodes (fase adulta). O filme aborda a masculinidade preta, os efeitos colaterais do ambiente periférico para um garoto negro, paternidade, e a homossexualidade dentro dessa esfera. Um roteiro arrastado, porém intrigante, só com vivência de negrão pra assistir domingo à tarde com a consagrada.


3- Super Fly (1972)



Youngblood Priest, interpretado por Ron O’Neal, é um dos traficantes mais chiques que já foram criados em toda a era Blaxpoitation (movimento aonde diretores negros focavam em filmes com um elenco negro e roteiros que pudessem expor as mazelas sofridas pelas comunidades, e também brincar um pouco com figuras como de Youngblood, mostrando a face do luxo e ostentação na vida de um homem negro.). Apresentado pelo diretor Gordon Parks Jr, Super Fly tem uma trilha sonora emocionante e animada dentro do funk, e uma história que apresenta a figura previsível de um traficante conceituado tentando fugir das enrascadas da polícia, muitas vezes corrupta e ineficiente neste tipo de gênero. O filme é a personificação de uma boa trama gangster, e merece ser assistido com um balde de frango frito e molho tártaro.



2- Cidade de Deus (2002)


A produção que colocou a Cidade de Deus no mapa mundial assim como a indústria cinematográfica brasileira, merece o destaque nessa lista como o filme mais cru que apresenta e deixa escrachado a realidade das favelas no país nas ultimas décadas. Expõe o crescimento de um personagem muito completo cujo nome Buscapé, que vai contra todas as estatísticas para não ser morto ou preso, e por conta do seu dom como fotógrafo, consegue se desviar de ambos finais. A obra é recheada de talentos ali descobertos e tramas individuais com muitos desdobramentos, que acaba tornando o drama, uma aula de história detalhada e atual.








1- Boyz N The Hood (1991)


Imagine um diretor de 23 anos tentando gravar um filme em meio à violência real do seu bairro, com um elenco igualmente jovem, sob ameaças de ataque de uma gangue local, tendo que fechar ruas com caminhões para realizar as gravações sem risco de morrer. Esse foi o desafio de John Singleton na sua primeira produção de um filme na carreira. A realidade e o ambiente em que um dos filmes mais icônicos já criados a respeito do impacto das drogas nos bairros negros, foi filmado deixa ainda mais apaixonante o roteiro que percute a vida de Tre (Cuba Gooding Jr.) que vive sob a influencia do pai Jason “Furious Styles” que quer que o filho tenha sucesso na América. Mas Tre acaba conhecendo amigos locais, que não tiveram a presença da figura masculina em suas vidas, um deles Ricky (Morris Chestnuts), pai super jovem, que apesar de ter muitas inspirações, se difere apenas nas habilidades esportivas em relação ao seu irmão DoughBoy (Ice Cube) que já foi preso e vende drogas.



Boys N The Hood é mais do que um filme sobre o gueto. É uma arte refinada que inspirou e criou uma fórmula para todos os outros filmes de negrões que vieram depois dele e estão nessa lista, e por isso essa obra fica em primeiro. Pela importância dos recortes mostrados, e pela proposta nada convincente para a crítica, mas propulsora de tantos outros filmes espetaculares que partiriam dessa semente.

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